ACILBRAS/PR EM AÇÃO ACADEMIA RECÉM-FUNDADA MANIFESTA APOIO OFICIAL À DUAS BANDEIRAS CULTURAIS NO ESTADO

Causas paranistas contam com o total apoio e aval do Presidente nacional da Acilbras,  Maestro Caaraüra
A Academia de Artes, Ciências e Letras do Brasil – ACILBRAS, através da Seccional do estado do Paraná, foi instalada em 31 de outubro em sessão solene que empossou 32 novos associados que juntaram-se aos outros 06 acadêmicos empossados no ano de 2023 na cidade de Volta Redonda (RJ).
Sob a liderança estadual do professor universitário e poeta Daniel Maurício e do vice-presidente nacional Gilmar Cardoso, a ACILBRAS-PARANÁ aprovou por unanimidade na sessão solene inaugural duas proposições tidas como bandeiras de luta e defesa por parte da novel instituição, que constituem-se em  uma moção de apoio à efetiva implantação da disciplina História do Paraná no Ensino Fundamental e Médio da Rede Pública Estadual e na  de criação de Comissão de Defesa do Patrimônio Histórico-Cultural do Paraná.
A primeira iniciativa foi proposta pelo acadêmico Márcio Anis Mattar Assad (Pousada Tropeira da Lapa) cantor, compositor e intérprete, graduado em Gestão em Turismo e em Gestão Pública, com especializações em Direito Ambiental, Arte-Educação, Biblioteconomia, Literatura e Cultura; e a segunda proposição deliberada pelo colegiado foi encaminhada pelo acadêmico Hamilton Ferreira Sampaio Junior, pesquisador de história e genealogia, formado em Teologia e licenciado em História, membro da Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia e do Departamento Cultural do Club Litterario de Paranaguá.
O primeiro documento aprovado destaca a vigência da Lei Estadual nº 13.381, de 18 de dezembro de 2001, que determina a obrigatoriedade da inclusão dos conteúdos da disciplina História do Paraná nos currículos da rede pública estadual, com o propósito de formar cidadãos conscientes da identidade, do potencial e da valorização do nosso Estado.
Segundo Márcio Assad, considerando-se que, passadas mais de duas décadas desde sua sanção, a referida lei não foi integralmente efetivada, permanecendo, como tantas outras boas iniciativas nacionais, entre aquelas que “não pegaram”, além do que,  o ensino da História do Paraná é instrumento essencial para o fortalecimento do sentimento de pertencimento e da identidade cultural dos jovens paranaenses, contribuindo para o reconhecimento de suas raízes e para a construção de uma cidadania crítica e comprometida com o futuro de seu território, afirmou.
O presidente estadual da Acilbras-Paraná compartilha do entendimento da proposta de que o compromisso permanente da Academia é com a preservação da memória, da cultura e da identidade paranaense, reafirmando o papel da educação como ferramenta essencial de fortalecimento da consciência histórica e do orgulho de ser paranaense, afirmou Daniel Maurício.
A atuação da ACILBRAS-PARANÁ na defesa do patrimônio histórico e cultural do estado, levou em conta conforme consta no manifesto que  o patrimônio histórico-cultural do Estado do Paraná representa um legado de valor inestimável, essencial à preservação da memória coletiva, da identidade regional e da formação cultural do povo paranaense; e que  inúmeros edifícios, monumentos e sítios históricos, outrora símbolos de preservação e orgulho de nossas comunidades, encontram-se atualmente em acelerado processo de degradação, transformando-se em ruínas ou sendo utilizados de forma indevida, inclusive como abrigo de desocupados.
Os autores da iniciativa descrevem que parte significativa desses bens possui tombamento e reconhecimento oficial por órgãos competentes, em virtude de sua relevância histórica, cultural e arquitetônica, bem como de sua associação a fatos, personagens e manifestações que marcam a trajetória do Paraná, e que conforme entendimento e bandeira da ACILBRAS-PARANÁ,  é dever das instituições culturais, educacionais e acadêmicas contribuir para a defesa do patrimônio histórico e artístico nacional, mobilizando a sociedade e instando o poder público a adotar medidas efetivas de proteção e restauração.
Segundo o professor Hamilton, “Paranaguá e Antonina são mais que cidades antigas — são guardiãs da nossa história.  Cada pedra, cada janela, cada igreja fala de quem fomos e de como chegamos até aqui. Mas essa voz está se calando. O abandono, a falta de cuidado e a ausência de políticas públicas têm feito o tempo agir com crueldade sobre o nosso patrimônio.
Casarões desabam, fachadas se apagam, e a memória vai sendo levada pelo descaso. O que se perde não é apenas um prédio — é um pedaço de quem somos. É o eco das gerações que ergueram essas cidades com fé, trabalho e esperança.
Por isso, me junto ao confrade Marcio para propomos a criação, dentro da ACILBRAS-Paraná, de uma Comissão de Defesa do Patrimônio Histórico-Cultural. Queremos reunir vozes, esforços e corações para proteger o que ainda resiste e reacender o valor da história nas novas gerações. Este manifesto é um pedido, mas também um compromisso: que nunca deixemos o silêncio ocupar o lugar da memória”, afirmou.
Neste sentido, foi aprovada a criação, no âmbito da ACILBRAS-Paraná, de uma Comissão de Defesa do Patrimônio Histórico-Cultural, com a finalidade de realizar o levantamento da situação atual dos bens patrimoniais em nosso estado, divulgar os casos de risco e promover ações de conscientização e valorização da memória paranaense, buscando parcerias com órgãos públicos, universidades e entidades culturais.
Que esta iniciativa sirva como um chamado à ação, antes que seja tarde demais para resguardar a história viva de nosso Paraná. Defender o patrimônio é proteger nossa identidade e memória, frisam os acadêmicos da ACILBRAS-PARANÁ, Márcio Assad e Hamilton Ferreira Sampaio Junior.

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