Ganhar uma Copa do Mundo é tão raro que somente oito nações conseguiram alcançar essa glória. Dessas oito, pelo menos quatro não costumam iniciar o torneio como francas favoritas. Ainda assim, em toda edição desponta alguma seleção que faz a crônica esportiva voltar os olhos para ela e levantar a pergunta: será que desta vez vai acontecer?
A última que chegou mais perto foi a Croácia, vice-campeã em 2018, quando perdeu a final para a França.
Outras seleções também chamam a atenção pelo trabalho que vêm realizando e pela evolução que apresentam no futebol, como Marrocos, Noruega e Japão. É claro que ainda lhes falta aquele algo a mais para conquistar o mundo, mas o crescimento é evidente. Ainda não aconteceu, porém, sem medo de errar, esse dia vai chegar.
Mas não será nesta edição.
As quatro seleções semifinalistas já tiveram a alegria de levantar a taça. Duas delas, inclusive, mais de uma vez: a Argentina conquistou três títulos, a França, dois, enquanto Espanha e Inglaterra venceram uma Copa cada. Entre elas, quem vive o jejum mais longo é a Inglaterra. Quando os ingleses foram campeões, em 1966, o troféu ainda era a Jules Rimet, as transmissões de televisão ainda não tinham alcance global e muita gente acompanhou aquela conquista pelo rádio.
A primeira semifinal será disputada na terça-feira, dia 14, entre França e Espanha. As duas seleções apresentaram o melhor futebol da competição até aqui. De um lado, Mbappé; do outro, Yamal. Quem levará a melhor? Vale lembrar que, se a França avançar, disputará sua terceira final consecutiva, feito alcançado apenas pela Alemanha (1982, 1986 e 1990) e pelo Brasil (1994, 1998 e 2002).
Do outro lado da chave, Inglaterra e Argentina prometem outro confronto equilibrado. Messi contra Harry Kane. Aliás, a Argentina é a única seleção não europeia entre as semifinalistas. Se conquistar o título, repetirá um feito alcançado apenas pela Itália (1934 e 1938) e pelo Brasil (1958 e 1962): vencer duas Copas do Mundo consecutivas.
A maior Copa do Mundo de todos os tempos está chegando ao desfecho. A grande decisão será no domingo, dia 19, às 16 horas, no horário de Brasília. Quem bordará mais uma estrela em sua camisa? Quem ficará apenas no quase?
Pois é, meus queridos. É Copa do Mundo, e tudo pode acontecer. Pode surgir um novo tetracampeão, um novo tricampeão ou até um bicampeão. O que já sabemos é que não haverá um campeão inédito. Esse sonho terá de esperar, quem sabe, até 2030, no centenário da Copa do Mundo.
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