Você imagina quantos jogadores profissionais conseguem disputar uma Copa do Mundo?

Menos de um em cada 170 atletas profissionais consegue disputar o maior torneio do futebol mundial, um feito que transforma estádios em destinos turísticos para milhões de torcedores

Todo menino  que começa a jogar futebol costuma alimentar o mesmo sonho: vestir a camisa da seleção do seu país e disputar uma Copa do Mundo.

Alguns conseguem se tornar jogadores profissionais.

Outros chegam às principais ligas do planeta.

Mas apenas uma minoria alcança o maior palco do futebol mundial.

Os números ajudam a dimensionar o tamanho dessa conquista.

Segundo a FIFA, existem cerca de 128.694 jogadores profissionais registrados em aproximadamente quatro mil clubes distribuídos por 135 países. Apesar desse enorme universo, somente uma pequena parcela terá a oportunidade de representar sua seleção nacional.

Vestir a camisa da seleção já é um privilégio para poucos

Convocações para as seleções nacionais são extremamente concorridas.

Cada país pode chamar apenas um número limitado de atletas para Datas FIFA, torneios continentais e competições internacionais. Isso significa que muitos jogadores de alto nível encerram a carreira sem jamais disputar uma partida pela equipe principal de seu país.

Mesmo entre atletas que brilham nas maiores ligas do mundo, receber uma convocação já representa o ponto mais alto da carreira.

Disputar uma Copa do Mundo é um feito ainda mais raro

Se defender a seleção nacional já é difícil, participar de uma Copa do Mundo é algo reservado a um grupo ainda mais seleto.

No novo formato do torneio, apenas 736 jogadores serão inscritos pelas 48 seleções participantes.

Isso representa aproximadamente 0,57% de todos os jogadores profissionais registrados pela FIFA.

Na prática, significa que menos de um em cada 170 atletas profissionais estará em uma edição do Mundial.

Mesmo somando todas as Copas disputadas desde 1930, o número de jogadores que viveram essa experiência continua sendo extremamente pequeno diante da quantidade de profissionais espalhados pelo planeta.

É um grupo que reúne lendas como Pelé, Maradona, Zidane, Ronaldo e Messi, mas também centenas de atletas que, mesmo sem conquistar títulos, tiveram o privilégio de atuar no torneio mais importante do futebol.

Quando o futebol se transforma em destino turístico

Essa exclusividade ajuda a explicar um fenômeno que cresce a cada edição da Copa do Mundo: o turismo esportivo.

Para milhares de torcedores, visitar os palcos onde a história foi escrita é quase uma extensão da paixão pelo futebol.

Estádios que receberam finais de Mundiais, museus dedicados ao esporte e centros de treinamento tornaram-se atrações procuradas durante todo o ano.

Entre os destinos mais visitados estão:

  • Maracanã, no Rio de Janeiro, palco das finais das Copas de 1950 e 2014;
  • Estádio Azteca, na Cidade do México, onde Pelé conquistou o tricampeonato em 1970 e Maradona brilhou em 1986;
  • Wembley Stadium, em Londres, considerado um dos templos do futebol mundial;
  • Museu do Futebol, em São Paulo, que preserva parte da memória da modalidade.

Cada arquibancada, cada túnel de acesso ao gramado e cada vestiário carregam histórias de conquistas, lágrimas e momentos que mudaram a carreira de jogadores para sempre.

Um sonho que continua movendo gerações

Para quem dá os primeiros chutes em uma escolinha de futebol, o caminho até uma Copa do Mundo parece quase impossível.

Primeiro, é preciso tornar-se profissional.

Depois, conquistar espaço em um clube competitivo.

Em seguida, chamar a atenção da comissão técnica da seleção nacional.

E, finalmente, estar entre os poucos escolhidos para representar um país inteiro no maior torneio do planeta.

Talvez seja justamente essa dificuldade que torne a Copa do Mundo tão fascinante.

A cada quatro anos, bilhões de pessoas acompanham as partidas pela televisão ou viajam para o país-sede em busca da atmosfera única do Mundial. Poucos, porém, param para pensar que cada atleta em campo representa uma probabilidade extraordinária vencida.

No fim das contas, a Copa do Mundo é muito mais do que um campeonato. É o destino final de uma jornada que começa na infância e que apenas uma raríssima parcela dos jogadores consegue completar. Para os torcedores, visitar os lugares onde essas histórias aconteceram é uma forma de reviver a magia do maior espetáculo do futebol mundial.

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