Quem diria que além-mar havia terras, e não monstros marinhos ou precipícios sem fim? O navegador genovês Cristóvão Colombo desembarcou ontem, por volta das duas horas da manhã, no horário local, na ilha de Guanahani, próxima às Bahamas.
Ainda não se sabe a dimensão exata do novo mundo, mas várias expedições já estão sendo organizadas para explorar e conquistar o território recém-descoberto.
A princípio, imaginou-se que a tripulação havia chegado às Índias. Porém, em conversa com a tribo local, percebeu-se que se tratava de outro povo: os lucaios.
Esse marco histórico começou no dia 3 de agosto, quando Colombo, convencido de que a Terra era redonda, persuadiu a realeza espanhola a financiar sua viagem. Para a expedição foram disponibilizadas três caravelas: Santa Maria, Pinta e Niña, além de noventa homens para auxiliar na travessia.
A saída do porto foi marcada por protestos.
Diogo Lorenzo, presente no local, criticou os gastos:
— É inacreditável o que fazem com nosso dinheiro. Ontem mesmo enterrei um filho meu. Morreu de fome, e o poder público pouco faz. Mas, para apoiar um lunático, sempre há verba.
Já Gonzalo Guerreiro, dono de uma barraca de peixes no porto, enxergava a situação por outro ângulo:
— Cara, eu acredito que a Terra seja redonda. E sabe por quê? Observe os astros: todos têm o mesmo formato. Por que a Terra seria diferente?
Colombo talvez ainda não tenha provado a esfericidade da Terra, mas conquistou novos territórios para a Coroa Espanhola.
O rei Ferdinand II of Aragon declarou, em nota oficial, que Colombo será recebido com todas as honras quando retornar:
— Nosso país merece. Está em nosso sangue ser guerreiro. Com novos territórios, viveremos um tempo de prosperidade. Sempre confiamos em sua intuição.
A descoberta também despertou o interesse de outros navegadores. O português Fernão de Magalhães afirmou:
— Colombo nada provou sobre o formato da Terra. Mas eu vou provar. Já estou planejando uma expedição para chegar às Índias navegando pelo ocidente.
O novo território ainda não recebeu um nome oficial. No entanto, existe um movimento sugerindo que a região seja batizada de “Colômbia”, em homenagem ao navegador.
Porém, Américo Vespuccio acredita que ainda é cedo para tomar essa decisão:
— Pretendo fazer o mesmo caminho que Colombo fez, e ir ainda mais além. Quero contornar todo aquele continente e compreender sua verdadeira dimensão. Só então poderemos decidir um nome. Mas confesso que não simpatizo muito com “Colômbia”.
O retorno de Colombo está previsto para o início do próximo ano. Até lá, ele pretende recolher mais informações, desenhar mapas e interagir com as tribos locais.
“Quanto mais se anda, mais se sabe.”
Esse foi o lema repetido por Colombo durante toda a viagem.

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