Um estudo recente do Instituto Cidades Sustentáveis (ICS) classificou Curitiba como a capital brasileira menos desigual, seguida por Florianópolis e Belo Horizonte. A pesquisa avaliou 40 indicadores socioeconômicos, abrangendo saúde, educação, segurança, renda, saneamento, e outros, com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
O levantamento analisou todas as 26 capitais estaduais, excluindo Brasília, e apresentou um mapa da desigualdade, destacando a disparidade entre regiões e estados. Na outra ponta do ranking, Porto Velho, a capital de Rondônia, foi classificada como a cidade mais desigual do país, seguida de Recife e Belém.
Indicadores socioeconômicos: destaques
Entre os indicadores mais significativos, Florianópolis se destacou em vários pontos positivos, como a menor população abaixo da linha da pobreza (1%) e o menor percentual de pessoas sem instrução (13,7%). Já Porto Velho apresentou a pior cobertura de esgoto sanitário, com apenas 5,8% da população atendida, enquanto São Paulo alcançou 100%.
Outros indicadores mostram a profundidade das desigualdades regionais. Salvador, por exemplo, registrou o pior índice de desnutrição infantil (4%) e também o maior percentual de sua população vivendo abaixo da linha da pobreza (11%). Em termos de expectativa de vida, Boa Vista ficou com o menor valor, onde a média de idade ao morrer é de 57 anos, contrastando com Belo Horizonte e Porto Alegre, onde a média é de 72 anos.
Esses dados não apenas demonstram a desigualdade no acesso a serviços básicos, mas também evidenciam o impacto da distribuição desigual de infraestrutura entre as regiões do país. A análise é particularmente relevante em ano de eleições, ao fornecer uma base para o debate sobre políticas públicas e a governança urbana no Brasil.
A importância do estudo
O estudo do ICS é uma ferramenta importante para entender o quanto as cidades brasileiras ainda precisam evoluir em termos de equidade social. A desigualdade, expressa por indicadores como habitação, educação e saneamento, revela que, enquanto algumas capitais oferecem condições de vida mais dignas, outras ainda enfrentam desafios profundos para garantir o básico para sua população.
O debate sobre a desigualdade urbana, impulsionado por este ranking, pode trazer uma nova perspectiva para a gestão pública e a formulação de políticas que visem reduzir as disparidades entre as regiões e capitais do Brasil, em linha com os compromissos internacionais assumidos pelo país nos ODS.
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