Curitiba é a capital que mais atrai imigrantes

Capital paranaense registra aumento no número de estrangeiros, especialmente cubanos e venezuelanos, atraídos por oportunidades de emprego e acesso a serviços públicos

Curitiba tem se consolidado como um dos principais destinos para imigrantes no Brasil. A capital paranaense, historicamente marcada pela presença de povos europeus, volta a viver um novo ciclo migratório, desta vez com a chegada de estrangeiros vindos principalmente da América Latina.

Nos séculos XIX e XX, alemães, poloneses, ucranianos e italianos ajudaram a construir a identidade cultural da cidade. Hoje, a diversidade continua sendo uma característica marcante, com estrangeiros de dezenas de nacionalidades escolhendo Curitiba para recomeçar a vida.

Grande parte desses imigrantes busca emprego, estabilidade e qualidade de vida, fatores que nem sempre encontram em seus países de origem. Entre os grupos mais presentes atualmente estão cubanos e venezuelanos.

Pedidos de refúgio crescem no Paraná

Dados recentes mostram que o Paraná recebeu 1.716 pedidos de refúgio, sendo 1.344 feitos por cidadãos cubanos. Em comparação, o estado de São Paulo registrou 747 solicitações, enquanto a capital paulista teve 340.

O pedido de refúgio é o primeiro passo para que a situação do estrangeiro seja analisada pelas autoridades brasileiras. No entanto, a solicitação não garante automaticamente a concessão do status de refugiado.

A análise pode levar até três anos, dependendo da complexidade de cada caso. Ainda assim, Curitiba tem registrado um número significativo de decisões favoráveis.

Muitos desses imigrantes chegam ao Brasil pelas fronteiras do Norte do país, entrando por estados como Roraima, pela Venezuela, ou pelo Amapá, via Guiana ou Suriname, antes de seguir viagem para o Sul.

Mercado de trabalho é principal atrativo

O acesso ao emprego é um dos principais fatores que atraem estrangeiros para a capital paranaense.

O Sistema Nacional de Emprego (Sine) realiza diariamente encaminhamentos de trabalhadores estrangeiros para entrevistas, facilitando a inserção no mercado formal.

No ano passado, o Paraná liderou as contratações de cubanos no Brasil, com 1.905 admissões, à frente de Santa Catarina, que registrou 1.283, e de São Paulo, com 833.

Segundo dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), cerca de 62.206 migrantes estavam empregados formalmente no estado em 2024, um crescimento de 37,9% em relação ao ano anterior.

Redes sociais ajudam na adaptação

Além do apoio institucional, a integração também acontece por meio da própria comunidade de imigrantes.

Grupos em redes sociais, como o “Cubanos en Curitiba”, reúnem milhares de membros e funcionam como espaço de troca de informações sobre emprego, moradia e adaptação à cidade.

No cotidiano da capital, o espanhol caribenho já faz parte da paisagem urbana, sendo ouvido em escolas, transporte público, canteiros de obras, shoppings e supermercados.

Acesso a serviços públicos

A prefeitura de Curitiba afirma que oferece acesso a serviços públicos para famílias migrantes.

Na educação, por exemplo, crianças estrangeiras podem ser matriculadas mesmo sem documentação escolar ou civil do país de origem. Quando necessário, as escolas realizam a readequação do ano escolar para facilitar a adaptação.

O governo do Paraná também ampliou suas políticas de acolhimento ao firmar parceria com a Organização Internacional para as Migrações, iniciativa que fortalece as ações de recepção e integração econômica de migrantes que chegam ao estado.

Tradição de acolhimento

A chegada de novos estrangeiros reforça uma característica histórica da capital paranaense: a capacidade de integrar diferentes culturas.

Assim como aconteceu com as grandes ondas migratórias europeias do passado, os novos imigrantes passam a fazer parte da dinâmica social e econômica da cidade, contribuindo para manter viva a tradição multicultural de Curitiba.

Centro Estadual de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas do Estado do Paraná – CEIM

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(41) 3224-1979

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