Com foco na aviação geral e executiva, o aeródromo localizado no coração da capital paranaense registra crescimento recorde e se consolida como hub de serviços essenciais.
Enquanto o Aeroporto Internacional Afonso Pena foca no transporte de massa e voos comerciais, a apenas 7 km do centro de Curitiba, um vizinho histórico desempenha um papel vital, embora mais silencioso, para a economia e a segurança do estado. O Aeroporto do Bacacheri (BFH) consolidou-se como o principal polo da aviação geral e executiva da região sul do Brasil, conectando empresários, salvando vidas e servindo de base para forças de segurança.
De Base Militar a Hub Executivo
A trajetória do Bacacheri remonta à década de 1930, nascendo sob a vocação militar. Em 1942, oficializou sua estrutura aérea e, em 1980, passou para a gestão da Infraero. O grande divisor de águas, no entanto, ocorreu em 1997. Com a inauguração do novo terminal do Afonso Pena, o Bacacheri deixou de lado os voos comerciais de passageiros para focar exclusivamente na aviação de negócios e serviços especializados.
O nome, curiosamente, carrega as raízes da terra. Derivado da língua tupi, Bacacheri significa “rio pequeno”, uma homenagem ao bairro que o acolhe e que cresceu ao redor de suas pistas.
Números que Impressionam
Os dados mais recentes revelam que o setor está em franca expansão. Em 2025, o aeroporto registrou a marca de 33.848 movimentos (entre pousos e decolagens). O número representa um salto impressionante de 47% em comparação a 2022.
Esse desempenho coloca o Bacacheri no topo do ranking nacional do segmento, provando que a demanda por agilidade e transporte privado nunca foi tão alta na capital.
Infraestrutura e Operações Estratégicas
A estrutura do aeródromo é otimizada para o que se propõe a fazer:
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Pista: 1.390 metros de extensão por 30 metros de largura, ideal para jatos executivos e turboélices.
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Serviços: O local abriga dezenas de hangares, empresas de manutenção aeronáutica e o tradicional Aeroclube do Paraná.
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Segurança e Saúde: É base para operações da Polícia Militar, Polícia Civil, Receita Federal e transporte aeromédico — essencial para transplantes e remoções de urgência.
A proximidade com o centro da cidade é o maior ativo. Para o transporte aeromédico e o empresariado, o tempo economizado no trajeto urbano é o diferencial entre o sucesso e o fracasso de uma operação.
O Desafio da Convivência Urbana
Estar “dentro” da cidade traz benefícios, mas também desafios. O gerenciamento do ruído e o impacto no tráfego local são pautas constantes nos relatórios institucionais. Atualmente, o aeroporto busca equilibrar sua importância econômica com a sustentabilidade urbana, garantindo que o crescimento das operações não prejudique a qualidade de vida dos moradores vizinhos.
Seja no ronco dos motores que partem para missões de resgate ou nos negócios fechados em seus hangares, o Bacacheri prova que a aviação é, antes de tudo, uma ferramenta de desenvolvimento regional.
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