Existe arco-íris à noite? Entenda o fenômeno raro chamado arco-íris lunar

Quando se fala em arco-íris, a imagem mais comum é a de um céu ensolarado logo após a chuva. No entanto, a ciência mostra que esse espetáculo não é exclusivo do dia. Sob as condições ideais, é possível observar um fenômeno raro e fascinante: o arco-íris lunar (também conhecido como moonbow).

O que é o arco-íris lunar?

O arco-íris lunar é um fenômeno óptico idêntico ao tradicional em sua formação. A diferença fundamental está na fonte de luz: em vez do Sol, quem ilumina as partículas de água é a Lua.

O processo físico ocorre da mesma forma que durante o dia: a luz do luar, ao atingir gotas de chuva ou partículas de névoa suspensas no ar, sofre refração, reflexão interna e dispersão. Esse conjunto de interações decompõe a luz e a devolve para o observador no formato de um arco.

Por que ele é tão difícil de ver?

Diferente do arco-íris solar, que vemos com relativa frequência, a versão noturna exige uma combinação precisa e rara de fatores ambientais:

  • Fase da Lua: A luz refletida pela Lua é muito mais fraca que a luz direta do Sol. Por isso, o fenômeno geralmente só ocorre durante a Lua Cheia (ou muito próxima disso), quando o brilho é máximo.

  • Escuridão e Contraste: O céu precisa estar extremamente escuro. A presença de poluição luminosa urbana ou o brilho residual do entardecer podem apagar o arco facilmente.

O “Arco Branco”: Um truque da visão humana

Uma das maiores curiosidades sobre o arco-íris lunar é a sua cor. Muitas vezes, quem tem a sorte de presenciá-lo relata ter visto um arco branco ou acinzentado, como se fosse uma “ponte fantasmagórica”.

Isso acontece devido à biologia do olho humano. Nossa visão noturna é processada pelos bastonetes, células da retina que são muito sensíveis à luz, mas não captam cores. Como a intensidade do luar é baixa, os cones (nossas células sensíveis às cores) não são ativados.

O arco tem cores?

Sim, ele possui todas as cores do espectro (vermelho, verde, azul, etc.). Embora nossos olhos não consigam processá-las no escuro, câmeras fotográficas de longa exposição conseguem acumular luz suficiente para revelar o colorido vibrante do fenômeno, criando imagens impressionantes que o olho nu não consegue captar.

 

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