Influenciadora Isabel Veloso morre aos 19 anos em Curitiba

A influenciadora digital Isabel Veloso morreu neste sábado (10), aos 19 anos, em Curitiba. A informação foi confirmada pelo Hospital Erasto Gaertner, onde ela estava internada. Segundo a instituição, a jovem apresentou complicações decorrentes de um transplante de medula óssea realizado como parte do tratamento contra um câncer.

Em nota oficial, o hospital informou que o falecimento ocorreu em razão de complicações relacionadas ao transplante de medula óssea (TMO), procedimento indicado em alguns casos no tratamento do linfoma de Hodgkin.

“O Hospital Erasto Gaertner informa, com profundo pesar, o falecimento da paciente Isabel Veloso, em decorrência de complicações relacionadas ao transplante de medula óssea”, destacou o comunicado.

Ainda de acordo com a instituição, Isabel estava sob acompanhamento médico especializado e, nos últimos dias, apresentou uma piora clínica significativa. O hospital ressaltou que o transplante é um procedimento complexo e de alto risco, mesmo quando realizado seguindo protocolos rigorosos de assistência.

A equipe médica também afirmou que a paciente recebeu atendimento integral, contínuo e humanizado durante todo o período de internação.

Isabel Veloso recebeu o diagnóstico de câncer aos 15 anos. Na época, a família foi informada de que ela teria, no máximo, seis meses de vida. Apesar do prognóstico inicial, a jovem superou as expectativas médicas e viveu até os 19 anos, período em que compartilhou sua rotina e luta contra a doença nas redes sociais, onde conquistou milhares de seguidores. Durante esse tempo, Isabel também realizou o sonho de ser mãe.

A morte da influenciadora gerou comoção entre fãs e internautas, que prestaram homenagens e mensagens de solidariedade à família nas redes sociais.

Veja um trecho da entrevista que ela deu no inteligência Ltda

 

Histórias como a da Isabel Veloso têm um impacto profundo nas pessoas porque elas quebram duas ilusões muito humanas: a de controle e a de tempo infinito.

Quando alguém tão jovem enfrenta a morte de forma pública, com lucidez e coragem, isso obriga quem observa a encarar perguntas que normalmente empurra para depois: o que estou fazendo com o tempo que tenho?, o que realmente importa?, o que vale ser adiado? Não é apenas sobre a doença — é sobre a vida exposta em estado bruto.

Essas histórias também mexem porque revelam contrastes fortes. Enquanto muitos reclamam de rotinas, atrasos e frustrações pequenas, surge alguém lidando com a finitude e, ainda assim, encontrando espaço para amar, sonhar, gerar vida, deixar marcas. Isso não inspira por romantizar o sofrimento, mas por mostrar que sentido não depende de duração, e sim de profundidade.

Há ainda um efeito silencioso: elas humanizam a dor. A doença deixa de ser estatística e ganha rosto, nome, voz. Quem acompanha passa a olhar para hospitais, pacientes e famílias com mais empatia. Para alguns, desperta gratidão; para outros, medo; para muitos, um incômodo transformador que muda prioridades.

Por fim, histórias assim permanecem porque não terminam com a morte. Elas continuam agindo como espelhos. Cada pessoa enxerga nelas algo diferente — coragem, injustiça, fé, revolta, amor. E é exatamente por isso que tocam tanto: porque, ao falar de alguém, acabam falando de todos nós.

Primeiramente: Siga-nos nas redes sociais: InstagramFacebook  

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *