Está chegando o feriado mais doce do ano, pelo menos às crianças. Para os adultos tem tudo para ser salgada a data. Mas, mesmo assim, o comércio está esperançoso, a previsão é que se venda mais do que nos anos anteriores, em torno de 5% a 10% a mais. E se depender da indústria tem tudo para acontecer. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o faturamento do item, foi na ordem de R$ 2,5 bilhões no varejo brasileiro, em 2023. E para quem ainda não se tocou que já estamos na quaresma, basta dar um pulinho nos mercados que os tradicionais ovos de chocolate já mudaram o visual dos estabelecimentos.
E há ovos de todos os tamanhos, tipos, marcas, formatos e evidentemente preços. Muitos mercados na tentativa de “ajudar” o cliente a escolher a melhor opção permitem parcela, alguns em até seis vezes.
Anote aí, a páscoa este ano caíra dia 31 de março. Apesar de venderem chocolate durante todo o ano e ser um bom presente para cada ocasião, é justamente na Páscoa que o apelo é maior . E convenhamos não é só as crianças que ficam fascinadas, adultos não resistem também.
Itens como peixes, bacalhau e vinhos também estão entre os mais procurados no período, e é tradição, especialmente aos católicos, se abster de carne neste período, por isso a procura por peixe aumenta. Mas, chocolate é o carro chefe.
Não compare barra de chocolates a ovos
É comum questionamentos de preços entre um item e outro. Alguns não entendem, ou fingem não entender a diferença que existe entre os dois. Você já deve ter visto, aqui mesmo nas redes sociais, comparando peso com o preço dos dois. É uma boa diferença, no entanto, os “donos da postagem” esquecem outros determinantes: forma de fazer, distribuir e armazenar. Ovos são mais sensíveis, resistem menos ao calor e digamos ocupa mais espaço. Não faremos conta alguma, mas conseguimos imaginar que só para transportar são necessários mais caminhões do que transportar barras simples, e a armazenagem da mesma forma.
Leia também: Viaje com seu cachorro
Como surgiu o chocolate
Hoje, o mundo todo aprecia, e os paladares mais refinados colocam os chocolates suíços e belgas como alguns dos melhores. No Brasil, temos os de Gramado. No entanto , a origem é distante, os criadores, digamos, foram os astecas. Eles acreditavam que o cacau tinha propriedades divinas e usavam-no frequentemente em rituais cerimoniais. A bebida era feita a partir de grãos torrados e moídos, misturados com água, pimenta e outras especiarias, era apreciada por sua riqueza e sabor. Os europeus foram apresentados ao chocolate após a chegada de Cristóvão Colombo às Américas. No entanto, o chocolate ainda não era como conhecemos hoje. A bebida de chocolate, inicialmente amarga, tornou-se popular entre a elite europeia, especialmente na Espanha, que adicionou açúcar e especiarias para adoçar a mistura.
O grande ponto de virada para o chocolate ocorreu durante o século XIX com o desenvolvimento de processos de fabricação que permitiram a produção de chocolate sólido. A invenção da máquina de refino de chocolate por Conrad Van Houten, em 1828, contribuiu para a criação de uma massa de chocolate mais fina e versátil. Posteriormente, o suíço Rodolphe Lindt desenvolveu o processo de conchagem, que conferia ao chocolate uma textura mais suave e aveludada.
A introdução do leite no chocolate, por Daniel Peter, em 1875, deu origem ao chocolate ao leite, tornando-o ainda mais popular e acessível. Avanços subsequentes na produção e na tecnologia refinaram a qualidade e a variedade disponíveis no mercado.
Há estudos que mostram que a atual produção de cacau não está sendo suficiente para suprir a demanda. O que poderá fazer com que o doce deixe de ser comum e passe a ser encontrado apenas em mesas mais nobres. Mas não se desespere: já estão trabalhando por práticas agrícolas sustentáveis, esperamos que seja logo.